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Uma refilmagem para a todos salvar

A palavra “refilmagem” dá calafrios em algumas pessoas. Na maioria das vezes as novas versões são alvos de muitas críticas negativas de fãs. Como toda regra tem exceção, vamos falar de uma. Lançado em 2008, a primeira versão de “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” custou quase seis vezes menos do que a nova versão americana, mas para a felicidade da MGM o novo investimento valeu a pena. A refilmagem com Daniel Craig e Rooney Mara ficou incrível!

Ambos os roteiros são adaptados do bestseller sueco “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” e a versão americana conta com a direção do incrível David Fincher (“Clube da Luta”, “A Rede Social”, entre outros). As atuações do elenco são de tirar o fôlego e é inacreditável como algumas cenas ficaram mais completas na refilmagem Hollywoodiana. Tudo isso é comprovado nas cinco indicações ao Oscar recebidas pelo filme (inclusive “Melhor Atriz” para Rooney Mara).

É claro que, como toda adaptação, algumas críticas dirão que algo do livro foi deixado de lado, mas com quase três horas de filme ficaria um pouco difícil incrementar um pouco mais a história. Uma curiosidade bem interessante é a de que os piercings usados por Lisbeth (personagem de Rooney Mara) são verdadeiros, todos feitos em algumas sessões no Brooklyn e na Suécia (local onde se passa a maior parte da história).

É interessante ir à locadora e procurar a primeira versão do filme. Pode ser um pouco repetitivo, mas vai valer a pena como termo de comparação. Ambos seguem a linguagem clássica americana, porém a qualidade das imagens do filme do Fincher é realmente única. Boa diversão!

Por Paulo Egydio
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