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'Hitman: Absolution'

O assassino careca da IO Interactive agora trabalha sob o guarda-chuva da Square Enix, mas nem por isso é menos mortal. Depois de uma breve ausência, o agente 47 volta à ação em "Hitman: Absolution".

Por sorte, seus dias no cinema – interpretado por Timothy Olyphant  - ficaram para trás. A única coisa boa que o filme trouxe foi Olga Kurylenko, isso porque T-Bag (Robert Knepper) sempre foi meu personagem preferido em "Prison Break".

No mundo dos videogames, o careca letal sempre foi um personagem sem emoções, coisa que o filme não conseguiu preservar com o carismático Olyphant. Jason Statham talvez fosse uma opção muito mais óbvia e acertada.

Mas nada disso será um problema para a nova versão digital do tatuado clone sicário que, apesar de se apresentar em uma melhor resolução, continua sem derramar uma lágrima sequer por suas vítimas e sem esboçar um sorriso de satisfação por um trabalho bem feito. Mas, desta vez, ele será uma força destrutiva muito mais poderosa, distribuindo golpes com uma violência inédita.



Nesta nova sequência, os desenvolvedores provaram que o sigilo e o planejamento cuidadoso de cada golpe ainda serão as armas mais eficazes para o jogador paciente. Ainda que agora seja possível adotar um estilo de jogo que valorize mais o confronto, ou então disparar contra todo mundo até que não sobre um personagem com cabeça.

É interessante ver como esta série, que começou com missões lineares quase sem opções de execução, agora traz uma jogabilidade muito mais acessível, mas também muito mais crua e pouco profissional para um assassino de alta gama.

O bom é que, como fez “Splinter Cell” com sua última transformação, ainda é possível que cada um escolha sua forma de jogo. Certamente premiará quem não for detectado e só elimine seu objetivo como nas sequências anteriores.

Continuo pensando que esta é uma saga e tanto para levar ao cinema. Em uma época de reboots, não perco a esperança.


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Sobre César Guarinoni

César Guarinoni

Cesar entrou para a indústria de videogames aos 15 anos, unindo-se a um dos primeiros estúdios de desenvolvimento de jogos da Argentina, o Condesoft Entertainment.
Em 1999, ele fundou a juegosonline.com, ao lado de vários sócios – um portal que rapidamente se tornou referência de notícias e resenhas de videogames em língua espanhola.

Como jornalista, Cesar trabalhou para várias publicações, incluindo a revista Loaded, PC Gamer, PC Juegos e o jornal diário Clarín, cobrindo eventos internacionais como o E3 e o GDC. Ele também foi sócio-fundador do NGD Studios, em 2003, e sua divisão de jogos para telefones celulares se transformou na GlobalFun Argentina, em 2005.

Hoje, ele é diretor de produção da Hungry Game S.A., desenvolvendo jogos para iPhone e plataformas sociais.
 

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